quinta-feira, 25 de outubro de 1984

1984

"Uma viagem vale mais do que a leitura de 100 livros"
Tal como eu, muitas pessoas têm o sonho de viajar. …"porque uma viagem vale mais do que a leitura de 100 livros". Li isto em algum lugar e já constatei que é verdade. Mas, concretizar sonhos somente é possível, desde que haja meios para o fazer. Para conseguimos realizá-los, temos que saber fazer economias. Com relação a isso, começo a fazer economias, colocando uma grana na poupança para as viagens, algumas bem pequenas, já no ano anterior à sua concretização, assim quando é chegado o momento, tenho o que preciso.
Digo isto porque durante dois anos, entre 1982 e 1984, que trabalhei em Mimoso do Sul-ES, continuei morando em Cachoeiro – era uma viagem todos os dias – economizei o suficiente para a viagem que fiz a Brasília em 1983, como contei no post anterior. Mas, vou falar com um pouco sobre Mimoso do Sul que, embora seja uma cidade sem atrativos, ela tem muita história. 

MIMOSO DO SUL
Uma região rica em casarios históricos é o distrito de São Pedro que possui 41 patrimônios históricos e culturais. O distrito é também muito conhecido pelo tradicional Festival de Sanfona e Viola de São Pedro, em que ocorrem anualmente apresentações de atrações nacionais da música sertanejos e violeiros da região.
A festa da cidade, que acontece em data móvel, tem início geralmente na segunda quinta-feira do mês de julho. Já o Festival de Sanfona e Viola de São Pedro tem início entre a última semana do mês de julho ou na primeira semana do mês de agosto. Durante a festa são realizados passeios ecológicos, a descida do rio Muqui do Sul de caiaque e caminhada até São Pedro, no programa "Caminhos do Campo".

Um dos principais pontos turísticos de Mimoso do Sul são: o mirante do Cristo Redentor, a Cachoeira das Graças, o pico dos Pontões (localizado no distrito de Conceição do Muqui) e a pedra Estrela d'Alva, onde, em dias claros, se avistam as praias de Marataízes. 


Em 1984 por ocasião de minha transferência de Mimoso do Sul para Vila Velha, vendi 1/3 das férias para poder mobiliar a minha casa, porque em 09 de agosto fui morar com aquele cara que estava me correspondendo, sim, aquele mesmo que conheci em Brasília no ano anterior. E gozei 2/3 destas férias, pois estava no último ano da Faculdade de Administração, então, usei alguns dias para realizar as provas finais, o restante fiz uma viagem de trem para Minas Gerais, que conto no próximo post.
Mas, agora vou falar um pouco de Vila Velha, onde morei por 13 longos anos, e posso afirmar que é uma cidade pequena, mas com ares de cidade grande, muito boa para se viver.

Vila Velha

O município foi fundado em 23 de maio de 1535 pelo português Vasco Fernandes Coutinho, donatário da Capitania do Espírito Santo, e foi sede desta até 1549, quando a capital foi transferida para Vitória. 

Figura-se então como a cidade mais antiga do estado, possuindo várias construções históricas, como a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, o Forte de São Francisco Xavier de Piratininga, o Farol de Santa Luzia e o Convento da Penha, sendo este último um dos principais pontos turísticos do Espírito Santo, construído entre os séculos XVI e XVII e tombado como patrimônio histórico cultural pelo IPHAN em 1943.

Localiza-se a sul da capital do estado, é um município pertencente à Região Metropolitana de Vitória.  Ocupa uma área de 208,820 quilômetros quadrados. Em 2012, sua população foi estimada pelo IBGE em 424 948 habitantes, sendo o mais populoso do Espírito Santo. A sede tem uma temperatura média anual de 24,7°C e na vegetação original do município predomina a mata atlântica, tendo atualmente alguns trechos de restinga. O seu IDH é de 0,817, considerando-se assim como elevado em relação ao Brasil, sendo o segundo maior de todo o estado e o 273° de todo o país.

Praça do centro de Vila Velha
Possui 32 quilômetros de litoral, sendo praticamente todo recortado por praias, as quais constituem importantes ícones turísticos e paisagísticos, como a Praia da Costa, de Itapoã e de Itaparica. 
Praia de Itaparica
A badalada Praia da Costa não perde em popularidade: é uma das escapadas preferidas de jovens de Vitória no fim de semana, mas tem também a Praia da Baleia e a da Sereia. 
As duas atrações mais visitadas do Espírito Santo estão em Vila Velha: o Convento Nossa Senhora da Penha e a Fábrica de Chocolates  Garoto. 

Convento Nossa Senhora da Penha
O Convento Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, é considerado o terceiro maior evento religioso do Brasil, é o principal monumento religioso do Estado do Espírito Santo. Nossa Senhora da Penha é a padroeira do estado, no convento uma capela guarda a imagem desta santa. Ao lado, três salas funcionam como museu sacro, loja e sala de ex-votos. Além da bela vista da cidade, anualmente, também se realizam no convento, diversos eventos que fortalecem ainda mais a presença de turistas, como a Festa da Penha, em homenagem a esta padroeira.

Fábrica de Chocolates Garoto

Existe o Festival do Chocolate, em que a Chocolates Garoto, uma das maiores e mais antigas indústrias de Vila Velha, expõe seus trabalhos. Com agendamento prévio, é possível fazer o Chocotour, visitando a fábrica, o museu, a loja, com direito à degustação de bombons. É possível visitar apenas a loja e o museu, que conta a cultura do cacau, a produção do chocolate e uma linha do tempo da fábrica – nesse caso, não há necessidade de agendamento.

E quem visita não só Vila Velha, mas qualquer cidade do Espírito Santo, principalmente as cidades praianas, não pode deixar de experimentar duas de suas comidas mais típicas: a moqueca e a torta capixaba. 

Tente não abusar da comida, pois a hora do almoço é momento de provar uma autêntica moqueca capixaba, que difere da baiana é que a capixaba não leva leite de coco e azeite de dendê. Mas, para matar os baianos de raiva, dizemos que moqueca é a capixaba, o resto é peixada.
Já a torta capixaba, é uma receita tradicionalmente servida na Semana Santa, mas é possível prová-la durante todo o ano. Cada um dos ingredientes – peixe fresco (geralmente badejo), bacalhau, caranguejo, camarão seco, siri, lagosta e marisco – é refogado separadamente. Só quando já estão cozidos os pescados ganham a companhia de palmito e vão para a panela de barro. Depois de coberta, com claras de ovos a mistura é assada até ficar com uma casquinha dourada por cima. Como o preparo é demorado, ligue antes para saber se o restaurante tem o prato disponível ou se ele precisa ser encomendado. 



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