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segunda-feira, 10 de dezembro de 2001

12/2001 a 01/2002- Entre as serras e águas

Petrópolis

Além de ser a maior, e mais populosa cidade da Região Serrana Fluminense, também detém o maior PIB, e IDH da região. O clima ameno, as construções históricas e a abundante vegetação são grandes atrativos turísticos. Além disso, a cidade possui um movimentado comércio e serviços, além de produção agropecuária (com destaque para a fruticultura) e industrial. Fundada por iniciativa do Imperador Dom Pedro II (seu nome vem da junção das palavras, em latim Petrus (Pedro) + em grego Pólis (cidade) ficando "Cidade de Pedro"), é frequentemente chamada de "Cidade Imperial", e ''Petrocity''. Petrópolis é a sede do Laboratório Nacional de Computação Científica, uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.


A história da cidade começou a configurar-se mais propriamente em 1822, quando Dom Pedro I, a caminho de Minas Gerais pelo Caminho do Ouro, mais precisamente pelo Caminho do Proença ou Variante do Caminho Novo da Estrada Real, hospedou-se na fazenda do padre Correia e ficou encantado com a região. Tentou comprar as terras, porém sem sucesso. Por fim, adquiriu uma fazenda vizinha, a Fazenda do Córrego Seco, que renomeou Imperial Fazenda da Concórdia, onde pretendia construir o Palácio da Concórdia. Hoje, a propriedade corresponde, com alguns acréscimos, à área do primeiro distrito de Petrópolis.

No chamado "centro histórico", encontram-se, também, construções como a "Encantada" (casa de verão de Santos Dumont); o Palácio de Cristal; o Palácio Amarelo (Câmara de Vereadores); o Palácio Rio Negro, fronteiriço à sede da prefeitura (palácio Sergio Fadel) e construções curiosas, como o "castelinho" do autodenominado "Duque de Belfort", na esquina da Koeler com a Praça Ruy Barbosa; ou ainda a antiga casa da família Rocha Miranda, na Avenida Ipiranga - mesmo endereço de outra residência da mesma família, em estilo sessentista. Linhas modernas também estão presentes na casa de Lúcio Costa, no bairro de Samambaia.

Palácio Amarelo, um casarão construído na década de 1850 em Petrópolis, foi antiga residência do Barão de Guaraciaba situadamente atrás da praça ajardinada Visconde de Mauá. Atualmente abriga a Câmara Municipal de Petrópolis.

A cidade possui um conjunto arquitetônico sem igual, do qual o símbolo mais conhecido é o Palácio Imperial, hoje Museu Imperial. O palácio é a principal construção do chamado "centro histórico", onde se destaca a Avenida Koeler, ladeada por casarões e palacetes do século XIX. A via é perpendicular à fachada da Catedral de São Pedro de Alcântara e, no outro sentido, à Praça Ruy Barbosa e à fachada da Universidade Católica - constituindo-se em um dos mais belos cenários da cidade.


Palácio de Cristal

Inspirado no Crystal Palace de Londres e no Palácio de Cristal do Porto. Sua estrutura pré-moldada em ferro foi encomendada a uma fundição francesa pelo Conde D’Eu, sendo montada em Petrópolis pelo engenheiro Eduardo Bonjean. 
Foi inaugurado em 1884 com a finalidade de abrigar as já tradicionais exposições de produtos hortícolas e pássaros da região, que aconteciam em instalações provisórias no local. Em 1957 o palácio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). 

Inicialmente foi construído para abrigar de exposições agrícolas e hoje como local para exposições e eventos. No Palácio, em abril de 1888, com a presença da Princesa Isabel foram libertados os últimos escravos de Petrópolis, em uma bela festa. Hoje recebe eventos culturais e exposições diversas. 

Quem viaja pela estrada pode observar séculos da história do Brasil desde 1724, quando Bernardo Soares de Proença iniciou a trajetória do Caminho Novo que passa por Petrópolis.

Na atualidade a economia da cidade está baseada no turismo cultural e histórico. Conta com população preparada para oferecer serviços turísticos que garantem conforto e excelência nos leitos e na gastronomia.

Vale ressaltar a forte presença do comércio de roupas, cerveja e chocolates. Os polos da Rua Teresa e Itaipava atraem todos os níveis aquisitivos de compradores, inclusive varejistas e atacadistas. Petrópolis possui o quinto maior PIB do estado do Rio de Janeiro. Os principais pontos turísticos são:

  • Palácio de Cristal
  • Casa da Princesa Isabel
  • Casa do Barão e Visconde de Mauá
  • Estação Itaipava
  • Parque Municipal de Petrópolis
  • Museu Imperial
  • Casa da Ipiranga (“Casa dos Sete Erros”)
  • Catedral de São Pedro de Alcântara com o Mausoléu Imperial
  • Casa de Joaquim Nabuco
  • Castelo do Barão de Itaipava
  • Museu de cera de Petrópolis
  • Itaipava
  • Morro Açu (Parque Nacional da Serra dos Órgãos)
  • Mosteiro da Virgem
  • Palácio de Cristal (Petrópolis)
  • Palácio Grão Pará
  • Palácio Quitandinha
  • Palácio Rio Negro
  • Trono de Fátima
  • Casa do Barão e Visconde do Arinos
  • Casa de Rui Barbosa
  • Casa do Visconde de Caeté
  • Valparaiso (Centro Gastronômico e Entretenimento de Petrópolis)
  • Tour da Experiência

Caxambú

As versões para a origem do nome Caxambu são bem variadas. Há os que defendem que vem de duas palavras africanas, cacha (tambor) e mumbu (música), que designavam os instrumentos musicais utilizados pelos escravos africanos na época. Os batuques lembravam o borbulhar das águas. Além disso, o morro em cujo sopé se localizava as fontes tem uma forma cônica, semelhante ao do tambor africano, daí passou a se chamar Caxambu. 

Entretanto a versão mais aceita defende que a palavra vem do tupi catã (fazer borbulhas) embu (mesmo que pu, que significa ferver). Sendo assim a tradução mais próxima seria "bolhas a ferver" ou "água que borbulha". A afirmativa se sustenta uma vez que o local já era conhecido por este nome antes da chegada dos primeiros escravos. Em Caxambu o lema é cuidar bem do corpo e da alma. 

Caxambu é uma cidadezinha do Sul de Minas que fica dentro do roteiro que chamamos de Circuito das Águas. Com certeza, uma viagem que se enquadra bem em um final de semana ou para aqueles que com mais dias, bastando então, encaixar outras cidades no roteiro, entre elas a vizinha São Lourenço ou a mística São Tomé das Letras.
Caxambu tem muitos prédios históricos da época colonial e facilmente a gente viaja pela história. Não deixe de tirar uma prosa com algum morador para conhecer algum dos causos da cidade.
A melhor maneira de conhecer e passear por Caxambu é à pé e em um dia dá para fazer praticamente tudo. Contanto, essa região do Sul de Minas e do Circuito das Águas, com certeza pede para você ir com calma!
O passeio de charrete, para quem gosta ou quem estiver viajando com crianças, certamente pode ser bem gostoso para entrar no clima de cidadezinha de interior, voltar no tempo e conhecer atrações um pouco mais afastadas.
E como falei anteriormente, Caxambu pede que você a conheça com calma. Certamente você irá se encantar pela simplicidade e pelo seu povo acolhedor. 

 

O Balneário Hidroterápico oferece, com seus banhos, horas e mais horas de relaxamento e renovação de energias. As caminhadas desapressadas pelos bosques, os passeios de pedalinho e a subida de teleférico até o morro Caxambu (1090 m de altitude) são mais algumas das opções de lazer. Não podemos esquecer das fontes, que refrescam e proporcionam saúde como poucas.

Caxambu possui uma boa infra-estrutura de hotéis. São famosos os congressos realizados durante todo o ano na cidade. Suas ruas e praças são tranquilas e um passeio por elas completa ainda mais a paz propiciada pela natureza local.


São Lourenço
Parque das Águas

Principal cartão-postal de São Lourenço, o Parque das Águas tem várias atrações espalhadas por uma área verde de 400 mil metros quadrados. Na parte antiga, repleta de bosque e jardins, ficam seis das sete fontes minerais; o balneário para banhos, massagens e terapias; o rinque de patinação e o imenso lago para passeios de pedalinho e caiaque. Já a aérea nova, interligada à antiga por um túnel, é voltada para a prática de esportes. O espaço oferece quadras de peteca, de vôlei e de futebol de salão, além de pista de bicicross e aluguel de bicicletas. A ducha de água mineral é bastante concorrida nos dias de calor.
As sete fontes fazem a fama da cidade e oferecem águas ferruginosa, carbogasosa, sulfurosa, gasosa, alcalina, magnesiana e bicarbonatada. De acordo com os moradores, elas têm propriedades medicinais e curam anemias e úlceras. É recomendável, porém, não exagerar nas doses - algumas são laxantes e podem causar cólicas. 
O parque é super agradável, lindo e bem cuidado. A entrada custa R$ 6,00 por pessoa. O local possui restaurante, lojas de artesanato, produtos naturais, parquinho para crianças e balneário com banhos e massagens relaxante. Não deixe de andar de pedalinho (custa R$ 10,00 para 2 pessoas). O local é excelente para qualquer idade.
Centro Hidroterápico de São Lourenço
O Centro Hidroterápico de São Lourenço situado no Parque das Águas é um moderno balneário com toques e arquitetura neo clássicos. Dispões de banhos em banheiras estilo vitoriano e em ofurô, estes ministrados com água sulfurosa.
Conta também com massagens relaxantes, saunas, ducha escocesa, terapia de pedras quentes, shiatsu, reflexologia com escalda-pés e procedimentos estético faciais.
O uso das águas minerais constitui um processo de revitalização, saúde, beleza e bem-estar. 
 
Horário de funcionamento do balneário:
2ª feira - fechado
3ª à 6ª feiras - das 10:00 às 12:00 e das 14:30 às 19:00 horas
Sábados - das 09:30 às 12:00 e das 14:30 às 19:00 horas
Domingos - das 9:00 às 12:30 horas 

Poços de Caldas
Descanso é a palavra de ordem em Poços de Caldas, bucólica estância hidromineral no Sul de Minas Gerais. Suas águas - com propriedades alcalinas, sulfurosas, radioativas e termais - atraem famílias e casais que chegam para conferir de perto a fama dos relaxantes banhos de imersão e percorrer as dezenas de fontes espalhadas pela cidade.

Mas Poços de Caldas também é festeira e têm programação intensa durante o inverno, com festejos animados pelo folclore e regados a delícias típicas mineiras como batidas e caldos.
Já os quitutes tradicionais, como doces e queijos, são encontrados nas feirinhas de artesanato que acontecem aos domingos nas pracinhas da cidade. Ainda no quesito compras, a tradição dos cristais de Murano é mantida na região. Três fábricas são abertas à visitação, permitindo acompanhar todo o delicado processo de produção das peças.
A tradição dos cristais de Murano é mantida na cidade, que abriga fábricas e lojas exclusivas
Tão valioso quanto o cristal é o acervo cultural de Poços de Caldas, com museus e espaços culturais abrigados em antigos cassinos que remetem aos tempos da jogatina e dos bailes luxuosos. A tradição dos cristais de Murano é mantida na cidade, que abriga fábricas e lojas exclusivas.

Walter World – Parque Temático
Parque Walter World

No local encontra-se a Praça das Nações, um shopping aberto com construções típicas de nove países, uma Casa Country, um Castelo Encantado com brinquedos eletrônicos, circo-museu, estação de trem, hidrovia e praça de alimentação.
Entrada do Parque

 Conceição do Ibitipoca

Localizada na zona da mata mineira, Conceição do Ibitipoca é distrito do município de Lima Duarte-MG, distante 3 km da portaria do Parque Estadual do Ibitipoca.
Alguns estudiosos da língua tupi descrevem a tradução do nome Ibitipoca como “casa de pedra”, pela existência das grutas que serviam de moradia aos índios. Outros estudos indicam a versão da “serra que estala” (ibiti= serra + poca = estala), referência aos trovões que são comuns na serra.

Ibitipoca é sem dúvidas o destino ideal para relaxar em contato com a natureza. A cidade abriga uma das reservas naturais mais belas do Brasil, com inúmeras cachoeiras, trilhas, grutas e cavernas, sem contar no incrível céu estrelado que faz das noites em Minas inesquecíveis e é um dos principais atrativos da região.

Emoldurada por mirantes, penhascos, paredões e riachos de águas avermelhadas, a reserva é um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza e adeptos de caminhadas ecológicas. As trilhas, bem sinalizadas, levam a paisagens de beleza incomparável, que encantam aos mais exigentes visitantes. 

Não deixe de fazer os 3 principais roteiros pelo parque: Circuito Janela do Céu, Circuito Pico do Pião e Circuito das Águas. A Gruta das Bromélias também deve fazer parte do seu roteiro por Ibitipoca: são 3 mil metros e uma das maiores grutas de quartzito do mundo.

O período em que são realizados os tradicionais festivais Ibitipoca Jazz Festival e Ibitipoca Blues, respectivamente em julho e agosto é uma época excelente para conhecer a vila.

Hotel Alpha Ville Chalés dentre muitas opções de hospedagem, está entre as melhores, localiza-se  no município de Lima Duarte - MG, próximo a cidade de Juiz de Fora - MG. Aproximadamente 1300 m de altitude, é cercado de montanhas, muito verde, ar puro e fica apenas 4 km do Parque Estadual de Ibitipoca.

 

Parque Nacional do Caparaó
Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos destinos mais procurados pelos adeptos do montanhismo no Brasil. Abriga o terceiro ponto mais alto do País, o Pico da Bandeira, com 2.892 metros de altitude.
Além das trilhas, os visitantes podem se deliciar com banhos em cachoeira e piscinas naturais, observar deslumbrantes visuais da Serra do Caparaó e região, com belos espetáculos no alvorecer e no pôr do sol.

O parque dispõe de quatro áreas de acampamento pela portaria de Alto Caparaó em MG - “Tronqueira” e “Terreirão” - e pela Portaria de Pedra Menina no ES - “Macieira” e “Casa Queimada”, com sanitários, lava-pratos, mesas, bancos, quiosques (estes últimos apenas na “Tronqueira”) e, ainda, churrasqueiras na área de visitação denominada “Vale Verde” e no acampamento “Macieira”.

Caminhadas em áreas de florestas e, especialmente, pelos campos de altitude são outras atrações do local, propício também para observação de aves. Na divisa entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, tem como principal atrativo o Pico da Bandeira, terceira montanha mais alta do país, com 2 892 metros - a subida é pesada e requer bom preparo físico. Tanto no lado mineiro quanto no capixaba, quem pretende fazer atividades menos intensas encontra cachoeiras e mirantes que podem ser alcançados por carro ou caminhadas curtas. Alto Caparaó tem uma estrutura turística mais desenvolvida, com boa oferta de hospedagens e agências, mas quem vem de Vitória também pode ficar em Pedra Menina. 

Mirante da Tronqueira

Melhor época: De maio a agosto, quando chove menos e a visibilidade aumenta. As caminhadas noturnas, para ver o nascer do sol a partir do pico, também podem ser feitas com mais segurança nessa época.

Acesso: Por Minas Gerais, portaria a 3 km de Alto Caparaó. Pelo Espírito Santo, entrada a 9 km de Pedra Menina, distrito a 26 km de Dores do Rio Preto. Os acessos são calçados e tranquilos (você pode ir com o próprio carro ou contratar um jipe na JeepTur - (32) 3747-2516, ou na TransJeep - (32) 3747-2537). Para acampar no local é preciso pagar uma taxa de R$ 6 por noite, reservar e chegar antes do fechamento dos portões do parque no dia anterior. O parque fica aberto das 7h às 22h.

Informações: No Instituto Chico Mendes (MG) - (32) 3747-2086/2943. O ingresso custa R$ 11.



Parque Municipal do Mindu em Manaus

Pensei muito antes de fazer esta postagem, estava em dúvida que devia ou não. Afinal este é um blog que fala sobre viagem, mais especificame...