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sábado, 25 de outubro de 1986

1986-Outra vez nas Minas Gerais

Na volta da viagem ao centro-oeste brasileiro, passamos pelo triângulo mineiro e ficamos conhecendo cidades como:
Uberlândia
O Município de Uberlândia está localizado na região do Triângulo Mineiro, no Estado de Minas Gerais. A origem da cidade está ligada à ocupação de bandeirantes nos primórdios do século XIX. Esses grupos buscavam a ocupação territorial e a exploração do então Sertão da Farinha Podre. As terras que deram origem aos primeiros povoamentos pertenciam à  Fazenda do Salto, cuja dona era Francisca Laves Rabello, viúva de João Pereira da Rocha. O povoado que se formou na Fazenda do Salto recebeu o nome de Arraial de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião da Barra de São Pedro.
Uberlândia em 1987

No ano de 1852 o povoado foi elevado a arraial de São Pedro de Uberabinha, subordinado ao município de Uberaba, primeiro nome que a atual cidade de Uberlândia. Em 1857 o arraial passou a ser freguesia e foi emancipado politicamente. 
O caráter identitário do município de Uberlândia começou ser firmado ainda nos anos de 1910 e 1920. Nesse período surgiu, em rodas de conversas realizadas na Livraria Kosmos, a ideia de se dar um novo nome a cidade. Entre os frequentadores da livraria o argumento era que a cidade que tinha aspirações de progresso não podia ser uma pequena Uberaba, portanto, precisava de um nome próprio. João de Deus Faria, então, sugeriu o nome Uberlândia, que significa terra fértil.

"Uberlândia" é um termo composto por dois termos de origens diferentes: "uber" e "lândia": "Uber" pode provir do alemão über ("super") , do latino VBERE ("fecundo") ou do tupi 'yberaba ("água brilhante"); "Lândia" provém do alemão land ("terra"). 
A mesma praça, o mesmo banco
As mesmas flores, o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você
Perto de mim...

Na ocasião, o Coronel José Theófilo Carneiro rejeitou a ideia e extinguiu o projeto de troca do nome. Passados aproximadamente 20 anos o coronel decidiu que era um bom momento para alterar o nome do município. Ao chegar à capital informou que gostaria que o nome da cidade fosse alterado para ‘Maravilha’, o tabelião o advertiu que esse era um bom nome para vaca e não para um município. Diante da situação Theófilo recordou-se da sugestão dada por João de Deus há anos atrás e colocou o nome da cidade de Uberlândia.

Estádio João Havelange 
O Estádio Municipal João Havelange, conhecido como "Parque do Sabiá", está entre os oito melhores do País. 
O Parque do Sabiá é o maior estádio do interior de Minas Gerais e o segundo maior do Estado, perdendo apenas para o Mineirão, da capital Belo Horizonte. O estádio foi construído em 1982 e tem capacidade para 53.350 pessoas, sendo propriedade da Prefeitura de Uberlândia.
A partida inaugural do Parque do Sabiá foi jogada em 27 de maio de 1982, quando a Seleção Brasileira derrotou a seleção da Irlanda por 7 a 0. O primeiro gol do estádio foi marcado por Falcão. O recorde de público do estádio é de 72.733 pessoas, estabelecido ainda em sua partida inaugural.
Estádio João Havelange-Parque do Sabiá

Araxá
Bonita por natureza. Assim é Araxá
Conhecida pelo potencial hidromineral, a cidade prioriza a exploração racional de seus de seus recursos incentivando o turismo ecológico.
Cidade de nome indígena - "local onde primeiro se avista o sol" – Araxá é privilegiada pela natureza com suas inúmeras riquezas. A construção do Grande Hotel do Barreiro e suas termas trouxeram o turismo para a cidade e com ele aflorou várias riquezas da região.
Este lugar, tipicamente hospitaleiro, está situado no Alto Paraíba, em uma das paisagens mais belas das "minas gerais", composta pela serra da Bocaina e da Canastra. A bacia hidrográfica é formada pelos rios Grande e Paraíba, que além de possibilitarem a umidade do clima da cidade, ainda são responsáveis pela inclusão da cidade no Circuito das Águas de Minas Gerais. As propriedades terapêuticas das águas medicinas atraem turistas de outros regiões e países.
Conhecida também como a terra de Dona Beja (um mito que se transformou Ana Jacinta de São José, moradora da cidade do século XIX), a cidade explora também o seu potencial histórico.  
O Museu Dona Beja e a Fundação Calmon Barreto dispõem de instalações apropriadas ao turismo. Esses locais guardam a memória da cidade desde os seus primeiros habitantes, os índios Araxás. Frequentemente, ambos são palcos de exposições de artistas da terra, resgatando assim, culturas e origens.
A cidade está passando por uma importante reestruturação, visando oferecer locais mais adequadas que atendam às diversas solicitações turísticas. O Parque do Cristo, por exemplo, está sendo reformado.

Bom Despacho
A História da formação de Bom Despacho iniciou-se na ponte do Lambari, alongando-se para oeste, até atingir as nascentes do Picão, daí em diante, à fazenda da Piraguara e ao Rio São Francisco.
Bom Despacho Minas Gerais
No início da segunda metade do séc. XVII cessada a febre do ouro e com as minas quase já sem exploração, ocorreu uma decadência de Pitangui assim como toda a Capitania.
Muitos dos que viviam nessa região partiram para a região entre os rios Lambari e São Francisco em busca de subsistência por meios de outras atividades econômicas. Na área deu formação de quilombos, mas que foram liquidados.
As áreas conquistadas foram sendo distribuídas em sesmarias, resultando na formação das primeiras fazendas de criação de gado.
A partir de 1770, o Capitão Francisco de Sá é mencionado como o primeiro criador de gado, na condição de proprietário da fazenda do Picão. Daí em diante intensificou-se o processo de ocupação, com o surgimento de novas fazendas, estendendo-se até o final do século. Aproximadamente nesse época foi erguida uma capela que tornou-se centro polarizador. Com o decorrer dos anos ficou rodeada de outras construções, como casas, ranchos, e vendas favorecendo a formação do Arraial da Nossa Senhora do Bom Despacho.
Conhecida por ser uma cidade organizada e agradável de se viver, além de possuir índices de criminalidade quase nulos devido a presença constante do policiamento o que gera uma importante sensação de segurança entre os moradores.
Tem quase a totalidade de suas vias pavimentadas e iluminadas, além de ser conhecida também por ser uma cidade limpa.

Nova Serrana
Com a emancipação político-administrativa acontecida em 12 de dezembro de 1953, o distrito do Cercado de Pitangui passou a ser chamado de Nova Serrana referenciando a antiga Pitangui, também conhecida como “Velha Serrana”.

O turismo em Nova Serrana é uma das áreas que devem ser investidas ao longo dos anos, sabendo-se que este área gera muito emprego e renda. Deve-se criar áreas de preservação permanente na cidade, como parques ou jardins públicos.
Existe na cidade uma área, que as pessoas gostam de acampar, que é um morro perto da área central, que poderia vir a se tornar monumento natural de Nova Serrana, sendo uma área pública para estudos sobre a fauna e flora da região e passeio para turistas e moradores.

Pontos turísticos: Serra da Capelinha, Igreja da Matriz, Praça da Matriz, Igreja do Rosário, Praça Jardins do Lago.

João Monlevade
Até o começo do século XIX a região do atual município de João Monlevade não passava de uma área com densa mata fechada. Até que, em agosto de 1817, chega à região o engenheiro francês Jean-Antoine Félix Dissandes de Monlevade. Naquele local, localizado na então Província de Minas Gerais, Jean comandou um estudo mineralógico e geológico do solo do lugar, pesquisa a qual resultou na descoberta de vastas forjas propícias para a produção de ferro. Como na maioria dos municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é um problema em João Monlevade. Em 2008, a taxa de homicídios no município foi de 24,1 para cada 100 mil habitantes, ficando no 43° lugar a nível estadual e no 699° lugar a nível nacional.
Manhuaçu
Em Tupi significa “Grande Chuva”, foi emancipada no dia cinco de novembro de 1877 e, alguns anos depois, tornou-se cidade. Neste período a cidade perdeu uma grande área territorial, originando 70 municípios que compõem o leste de Minas Gerais. Apesar da emancipação de grande parte de sua área, Manhuaçu ainda é a maior cidade da microrregião, com 621 km².

Com o fim do ciclo do ouro na região, a maior riqueza do município tornou-se o café. A cidade é referência nacional no cultivo do grão e tem ele como principal cultura e aliado à sua economia. Alguns fatores influenciaram a rápida expansão cafeeira da cidade. A fartura de terras adequadas ao cultivo do café e a facilidade para obtê-las era um desses fatores. Na região também havia muitos escravos, dispensados da mineração. Além disso, o preço do café no exterior era alto, isso chamava a atenção de produtores de todo o Brasil.
Atualmente, Manhuaçu é o polo econômico, de prestação de serviços e oferece aos moradores e visitantes a melhor infraestrutura hoteleira, para turismo, e comercial da região vertente do Caparaó. Segundo o senso de 2011 do IBGE, a população estimada da cidade é de 80.530 habitantes, distribuídos em uma área de 627,281 km².

quinta-feira, 25 de outubro de 1984

1984

"A possibilidade de realizar um sonho é o que faz com que a vida seja  interessante."
Paulo Coelho

Tudo na vida do mineiro tem um “trem” inclusive o próprio trem. “Mineiro não perde o trem”, "Tem um ‘trem’ no meu olho”, “Que ‘ trem’ é aquele que fulano está usando". Enfim, tem “trem” para todos os gostos e usos. 

Mas o que importa mesmo é o trem, que pode ser nosso meio de transporte de cada dia, ou nos momentos de matar a saudade ou dar um tempo na agitação. 

Em 1984 tive o prazer de viajar de trem, num percurso que sai da Estação Pedro Nolasco em Vitória e fui até Ipatinga. Na época não tinha o conforto que tem hoje, mas mesmo assim foi um belo passeio que guardarei para sempre na memória, e sempre que posso, faço outros percursos, como vou postar mais adiante.

Vale muito a pena, pois o percurso tem belas paisagens, mesmo no período mais seco, com paredões gigantescos contornados por rios, cachoeiras, corredeiras, mata de cerrado. Em todo o percurso o viajante vai observar mineração da Vale nas encostas e diversas obras.

Para quem ainda não fez este passeio, fica aqui a recomendação. O trem Vitória-Minas, administrado pela Vale, sai todos os dias, sem atraso, às 7:30 h. A duração da viagem é de 13 horas, com chegada prevista para as 20:10 h. Pelo caminho há diversas paradas em conhecidas cidades capixabas, passando por Vitória, Cariacica, João Neiva, Colatina, e já no Estado mineiro como Governador Valadares, Ipatinga, Antônio Dias, Timóteo, João Monlevade, e  Barão de Cocais.

Hoje os trens tem classe sem e com ar, poltronas reclináveis, mas naquela época, o calor era bravo durante todo o trajeto, principalmente para quem saiu de Vitória, às 7 horas, até chegar a Rio Piracicaba, por volta de 17 h 20 min, quando começa a escurecer.

Hoje a passagem também pode ser comprada pela Internet, mas o usuário deve lembrar que precisar chegar com pelo menos 30 minutos de antecedência ao balcão para fazer a troca do voucher pelo bilhete. O pagamento, tanto para compra online quanto direto no balcão, pode ser feito com cartão de crédito ou débito, sem parcelamento. Para quem pretende viajar no mesmo dia, aconselho chegar cedo, pois a procura é grande e o trem costuma sair cheio, todas as manhãs. No período de férias, a situação fica mais complicada, pois além do valor mais em conta, a segurança no percurso é muito maior do que enfrentar a BR-381, a conhecida “Rodovia da Morte”.


Veja o que diz o site da Vale:
Trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas​​​ 

A Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) opera o único trem de passageiros diário no Brasil e liga duas capitais: Vitória, no Espírito Santo, e Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Às 7 h, um trem parte de Cariacica, na região metropolitana de Vitória, Espírito Santo, e chega a Belo Horizonte, Minas Gerais, por volta de 20:10 h; no sentido inverso, um trem parte da capital mineira às 7:30 h e encerra a viagem às 20:30 h. Há também um trem adicional que faz o percurso entre Itabira e Nova Era, ambas em Minas Gerais.
A passagem deve ser comprada com até 30 minutos de antecedência da saída do trem. Após esse prazo, os guichês só fazem a venda de bilhetes para as viagens programadas para o dia seguinte.
Em funcionamento desde 1907, o serviço transporta cerca de um milhão de passageiros por ano e percorre 664 quilômetros de regiões de belas paisagens e importância histórica. A viagem dura aproximadamente 13 horas.
Prefeitura de Ipatinga

 No trem, há vagão que funciona como lanchonete, outro para restaurante, vagão exclusivo para portadores de necessidades especiais e ar-condicionado no carro executivo. Há serviço de bordo em todos os ambientes.

Veja o mapa do trajeto:




Parque Municipal do Mindu em Manaus

Pensei muito antes de fazer esta postagem, estava em dúvida que devia ou não. Afinal este é um blog que fala sobre viagem, mais especificame...