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sexta-feira, 25 de outubro de 1985

1985- Um passeio pelas Minas Gerais

Depois que fizemos alguns passeios pelo Espírito Santo, ainda não satisfeitos, resolvemos dar umas voltas por Minas Gerais. Por serem dois estados vizinhos, o que facilita muito os passeios entre eles. Não estabelecemos nenhum critério de rota. Saímos do Espírito Santo por Afonso Cláudio, sendo a primeira parada em Mutum, já no estado de Minas Gerais.

Mutum              
Os primeiros habitantes de Mutum foram os índios Botocudos, que vieram da região do recôncavo baiano, expulsos pelos índios guaranis por motivos bélicos. Durante o início do século XIX, em 1809, a região deixou de ser "proibida" pela coroa, então os povos começaram a se aproximar pelo RIO PARDO (hoje o município de IÚNA-ES, os primeiros a se instalarem eram tropeiros, com suas vestimentas características do costume crioulo, criavam rancharias e no lombo dos burros, levavam a produção e traziam bens de consumo, foi se formando pequenas estalagens, vieram os jesuítas e vigários, construíram-se as pequenas Capelas, formou-se a pequena vila, que nos fins de semana recebia gente que vinha para a Capela e comprava bens, veio o mercado. as suas festas eram no mês de Junho (junina de São João)ali comia-se torresmos, farinha e bolos, churrascos, broas e batatas.
Praça da foto abaixo.
A dança era a quadrilha, o congo e o boi bumbá foi, e ainda são as tradições folclóricas mais importantes. Mutum fica na região que outrora foi denominada Região das Matas. Cidade com muitas belezas naturais, incluindo inúmeras cachoeiras, tornou-se ponto atrativo para quem gosta da natureza. O município conta com atrações turísticas não muito conhecidas, tal como um parque arqueológico indígena que foi descoberto pela Família dos Rodrigues da Fonseca. Conta nos dias de hoje com uma grande festa que se dá no mês de Julho, uma Exposição Agropecuária. Na mesma data, é realizado o encontro do mutuense ausente, época na qual os que aí nasceram e vivem longe, voltam para rever a terra natal, os amigos e as mudanças que vêm acontecendo no município. A cidade também é conhecida por ter sido palco do romance Campo Geral do escritor brasileiro João Guimarães Rosa.

Somente para dar uma descansada nas pernas, fizemos uma breve parada em Ponte Nova, que é cortada por importantes rodovias estaduais, como, a MG-066, MG-262, MG-326, MG-329, e pela BR-120. Onde também está o Rodo Anel Rodoviário Rio Casca, mas somente paramos para pernoitar mesmo foi em Viçosa.
 

Viçosa
É um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população é de 73.333 habitantes, além de uma população flutuante de aproximadamente 20.000 pessoas, composta principalmente de estudantes universitários da Universidade Federal de Viçosa e outras instituições.
A  Universidade Federal de Viçosa foi fundada em 1926 pelo então presidente do estado de Minas Gerais e ex-presidente da República Arthur da Silva Bernardes, nascido em Viçosa. Conta ainda com outras instituições de ensino superior privadas como ESUV, FDV, UNIVIÇOSA, UNOPAR, acentuando ainda mais o caráter educacional da cidade. É uma cidade que atrai várias pessoas do Brasil e de outros países devido a eventos científico-acadêmicos que se realizam em torno da universidade, somando aproximadamente 500 eventos anuais. Por ser composta na sua maioria por jovens, o que confere uma dinâmica à cidade, além do grande número de festas que se realizam durante a semana.
No dia seguinte partirmos para a cidade de Visconde do Rio Branco que fica apenas 45 km de Viçosa.

Visconde do Rio Branco
Antigo distrito criado em 1810 com a denominação de São João e subordinado ao município de Pomba (hoje Rio Pomba), tornou-se vila (São João Batista do Presídio) em 1839, mas foi extinta em 1853, figurando como distrito do município de Ubá. Retornou ao status de vila por leis provinciais de 22 de julho de 1868 e 22 de setembro de 1881 e alcançou a condição de cidade em 1882, sendo renomeado para Rio Branco. Em 1943 o município recebeu a sua denominação atual, Visconde de Rio Branco.
Praça 28 de Setembro
Praça principal do município de Visconde do Rio Branco. Cercada por árvores centenárias, a Praça tem um coreto que também grande atração, principalmente entre as crianças. É onde se concentra as principais atividades comerciais e sociais da cidade. 
Ubá 
É um município brasileiro do estado de Minas Gerais. É considerado o principal polo moveleiro do estado. Além dos móveis de qualidade, o município é reconhecido nacionalmente pela espécie de manga que leva o seu nome e cresce com fartura na região.
Praça da foto acima.
Não há consenso sobre a origem do nome da cidade. Na língua Tupi-Guarani, Ubá significa "canoa de uma só peça escavada em tronco de árvore".
Entretanto, acredita-se que o nome da cidade é proveniente de uma gramínea de folha estreita, longilínea e flexível (Gynerium sagittatum), comumente chamada de Ubá. Essa gramínea, hoje em extinção, existia em abundância em toda extensão das margens da ribeira que corta a cidade e era utilizada na confecção de cestos, gaiolas e outros objetos similares.

Aqui surgiu uma grande dúvida: se iríamos ou não até a cidade de Santos Dumont, que fica a 115 km de Visconde de Rio Branco. Acabamos decidindo por ir e foi uma grata surpresa. Mesmo não tendo grandes atrativos, "a cidade que deu asas ao mundo" abriga um museu dedicado ao pai da aviação.

Santos Dumont
A cidade de Santos Dumont tem dois apelido:"Princesinha da Mantiqueira" e "Terra do Pai da Aviação.”
É um município da Mesorregião da Zona da Mata, no estado de Minas Gerais. Distante, aproximadamente 207 km de Belo Horizonte, a capital do estado. 
A cidade tem origens no século XIX, fundada por João Gomes com o nome de Palmyra. João era pai do inconfidente José Aires Gomes.
Foi em Santos Dumont, onde nasceu o pai da aviação, Alberto Santos Dumont. Em 1932 a cidade mudou de nome em sua homenagem. Na casa onde ele nasceu foi criado o Museu de Cabangu
Local da foto acima.
Leopoldina
O município de Leopoldina teve sua emancipação política em 1854. Seu nome é uma homenagem à princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon, filha do Imperador D. Pedro II. Hoje é formado pela cidade de Leopoldina além dos distritos de Abaíba, Piacatuba, Providência, Ribeiro Junqueira e Tebas. A cidade, à época do ciclo do café, foi uma das mais importantes da antiga província de Minas Gerais. Com a grande crise econômica de 1929, a economia dos municípios mineiros ligados à cafeicultura sofreu grande abalo. Atualmente sua economia se apoia na pecuária leiteira, no cultivo de arroz e no setor de serviços.
Bem perto de Leopoldina, cerca de 65 km, está a cidade de Muriaé.

Muriaé
O nome da cidade é uma referência ao Rio Muriaé. O nome, provavelmente, é de origem tupi, embora não exista consenso sobre o significado da palavra "Muriaé". A maioria das hipóteses aponta para a relação com a existência de mosquitos. Por esta ótica, a evolução etimológica pode ter Meru-aé (mosquito diferente e mau) ou Meruim-hu (rio dos mosquitos). A informação do Almanaque das Casas Americanas, de 1914, de que 15 por cento das crianças nascidas no município no ano de 1876 morreram em razão da febre amarela - doença provocada pela picada de mosquitos - faz essas versões ganharem força.

E por fim, chegamos a cidade mais próxima da divisa com o Espírito Santo que, é Espera Feliz.


Espera Feliz
É um município do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2013 foi de 24.098 habitantes. Espera Feliz encontra-se a 23 km de Carangola, e a 378 km de Belo Horizonte, a capital do estado. A cidade está em pleno maciço do Caparaó e a quase mil metros acima do nível do mar na Zona da Mata. Assim quando os primeiros desbravadores chegaram a esta estas terras, no início do século XIX, à época habitada por tribos da etnia “puri coroados”. 

Todo território que hoje integra o município de Espera Feliz pertenceu à Vila de Campos de Goitacazes, da província do Rio de Janeiro. Somente muitos anos depois, passou aquele território a integrar a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição dos Tombos do Carangola (Tombos – MG) – Comarca de Presídio (hoje Visconde do Rio Branco – MG). Mais tarde veio o referido território pertencer à Vila de Ubá – MG, depois ao Termo de São Paulo do Muriaé – MG, e por último, pertencer à Freguesia de Santa Luzia do Carangola – MG.

Como a caça era deveras abundante e fácil na região, diz a tradição que, a origem do nome da cidade, deve-se uma comissão de engenheiros enviada pelo Governo Imperial de D. Pedro, para procedimento de pesquisa na região, acampou no local e se puseram à espera de possíveis dias felizes de caças que eram abundantes. Conta-se ainda, que o Cap. Antonio Carlos de Souza, residente em Carangola, ao adquirir uma vasta gleba de terra, vinha com familiares e amigos de quando em vez, passear e caçar nas terras que havia comprado. E quando eram indagados sobre aonde tinham ido, diziam simplesmente: “Fomos à Feliz Espera”, isto é, a espera feliz da caça.


Caulim já foi importante na economia local, juntamente com mica, que hoje já não são mais explorados. Atualmente, a cidade sobrevive do cultivo do café e do comércio, despontando o turismo como uma nova oportunidade econômica. Os principais pontos turísticos do município são a Cachoeira do Chiador, a Igreja Matriz de São Sebastião e o Parque Nacional do Caparaó.  Município de Espera Feliz está situado na Mesorregião da Zona da Mata Mineira. Com área de 325 km², limita-se ao norte pelos municípios de Alto Caparaó e Caparaó, ao sul pelos de Carangola e Caiana, a leste pelo de Dores do Rio Preto, no Espírito Santo, e a oeste pelo de Divino. É parte integrante do maciço do Caparaó, com altitudes variando entre 900 e dois mil metros.
Praça onde tirei a foto acima.




Parque Municipal do Mindu em Manaus

Pensei muito antes de fazer esta postagem, estava em dúvida que devia ou não. Afinal este é um blog que fala sobre viagem, mais especificame...