sábado, 18 de dezembro de 2010

Sonhos de Viagem | Bienal

Bienal com Natal em Sampa
Bienal de São Paulo terá em 2010 encontro da arte e política como tema.
Conciliar arte e política, é motivo mais que suficiente para sairmos do Rio de Janeiro e irmos para São Paulo, ainda mais que nesta época São Paulo fica muito linda, toda enfeitada para o Natal. Então turma, façam as suas malas, partiu Sampa!!
O tema dessa vez será a relação estreita entre arte e política, cuja inspiração partiu de um verso do poeta Jorge de Lima, “há sempre um copo de mar para um homem navegar”. Os trabalhos expostos buscarão trazer um reflexo do lugar e do tempo a partir do momento em que foram pensados, ou seja, independe da época. Algumas deles até datam da primeira metade do século 20, o que é claro com a escolha do modernista Flávio de Carvalho (1899-1973).
PERFORMANCE DO PIANO
A performance da jovem artista brasileira Tatiana Blass foi encenada na abertura do evento para convidados e é exibida em um vídeo ao longo da Bienal, que pode ser visitada até este domingo (12/12). Na obra, um piano de cauda recebe, enquanto tocado, um derramamento de cera líquida em suas cordas.
A ORIGEM DO TERCEIRO MUNDO
Trabalho do artista brasileiro Henrique Oliveira, "A Origem do Terceiro Mundo" chama a atenção por sua grande estrutura instalada no terceiro andar do Pavilhão da Bienal. Nos dois andares estreitos da obra, o espectador pode caminhar pela particular constituição do "organismo" proposto pelo artista
URUBUS EM OBRA DE NUNO RAMOS
"Bandeira Branca", de Nuno Ramos, começou a Bienal incluindo em sua estrutura urubus vivos. Embora o artista tivesse autorização do Ibama para expor e manter as aves em cativeiro, a Delegacia do Meio Ambiente pediu, após cerca de duas semanas de exposição, ao Instituto de Criminalística que fizesse uma perícia dos animais e das condições do viveiro. O Ibama determinou então a retirada dos animais, afirmando que "as instalações eram inadequadas para a manutenção das aves".
OBRA DE GIL VICENTE
A "Série Inimigos", do artista pernambucano Gil Vicente, causou polêmica por mostrar o artista retratando a si mesmo matando personalidades, muitas delas políticas, como Fernando Henrique Cardoso, George W. Bush e Lula. A OAB (ordem dos Advogados do Brasil) chegou a pedir a retirada da obra da Bienal, o que não ocorreu .
A instalação "Os mestres e as criaturas novas (Remixstyle)", de 2010, criada por Yanomine (Luanda, Angola, 1975. Vive e trabalha em Luanda e Lisboa) é um convite ao apreciador para entrar na obra. Um chão forrado de jornais faz com que caminhemos sobre as informações e os anúncios e as paredes são revestidas com gravuras em papel. O uso de um grande plástico impresso por uma espécie de serigrafia simula uma parede e dá transparência ao ambiente, cuja iluminação vem da janela do prédio da Bienal. Esta obra se destaca pelo colorido e pela composição de elementos do cotidiano (jornais e plásticos), muito bem estruturados no espaço expositivo.
Detalhe da obra de Ai Weiwei, "Circle of Animals", representando os animais do horóscopo chinês
"350 points towards infinity", 2009, obra de Tatiana Trouvé 
Instalação de Cinthia Marcelle, "Sobre este mesmo mundo", 2009-2010
"Arroz e Feijão", instalação de Ana Maria Maiolino, 1979-2007
Outras obras que também achei bem interessantes foram:
Planetário de São Paulo:
Planetários são salas que possuem uma cúpula no teto, na qual a configuração dos astros no céu,em qualquer instante e em qualquer lugar da Terra ou do Sistema Solar, pode ser simulada através de projeção luminosa. Na superfície côncava, imagens são reproduzidas através de um projetor localizado no centro da sala, de modo a simular os astros e seus movimentos, os principais círculos celestes e constelações, além de fenômenos astronômicos como eclipses, rotação de planetas, meteoros etc.
Em grandes centros metropolitanos como São Paulo, em que a observação do céu é obstruída pelos prédios altos, prejudicada pela poluição atmosférica e pela iluminação noturna, planetários constituem ferramenta pedagógica indispensável para o ensino básico da astronomia.
Um planetário com diretrizes pedagógicas modernas é espaço não só de popularização de conteúdo científico, mas também de reflexão e discussão sobre o papel da ciência e da tecnologia na sociedade e no meio ambiente.
Inaugurado em janeiro de 1957, o Planetário Aristóteles Orsini foi o primeiro planetário do Brasil. O prédio é importante patrimônio histórico, científico e cultural, tombado pelo Conselho Municipal de Tombamento e Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat). Interditado em 1999 por problemas estruturais, encontra-se totalmente restaurado e abriga o projetor Starmaster, também de fabricação da alemã Carl Zeiss.
Natal na paulista
É Natal... E a Avenida mais movimentada do Brasil, a Paulista, já exibe seus enfeites.
São árvores decoradas, luzes no prédio da FIESP, enfeites no Conjunto Nacional e Coral de Natal ao vivo em alguns prédios particulares.
Foi muito bom! Um passeio que não custou muito caro, além de ter conciliado cultura, diversão e despertou o nosso espírito natalino. E por falar em espírito natalino...
O verdadeiro espírito natalino é limpar o coração e amar o próximo – perdoar quem te fez mal, ajudar quem você detesta, não falar mal dos outros, não invejar a vida alheia, curar as mágoas, ultrapassar os ressentimentos, encontrar paz e amor dentro de você.      
A troca de presentes é uma forma de recordar e praticar a generosidade, mas o verdadeiro  espírito natalino não é encher os outros de presentes, e sim enchê-los de amor. É isso que precisamos recuperar, e é isso que precisamos ensinar aos nossos filhos.
Feliz Natal!  

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