Itaperuna
Itaperuna" é um termo proveniente da língua tupi. Significa "pedra achatada preta", através da junção dos termos itá ("pedra"), peb ("achatado") e un ("preta"). Antes da chegada dos primeiros colonizadores de origem europeia, a região era habitada por índios puris. A partir do século XVI, a região foi ocupada por bandeirantes e aventureiros que demandavam a baixada pelos afluentes da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul. A atividade econômica predominante, a partir de então, foi a criação de gado, que se desenvolveu em fazendas de grandes extensões.A área municipal, atualmente, não abrange a mesma base territorial da época da criação, que se estendia aos atuais municípios de Laje do Muriaé, Natividade e Porciúncula, porém sua importância permanece na região.
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| Meu pai, minha mãe, eu e Rose, Itaperuna (1988) |
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| Itaperuna hoje |
Bicas
As mais antigas crônicas relatam que os primeiros a pisarem nas terras pertencentes ao Município de Bicas foram os Tropeiros, que aqui estabeleciam pausadas provisórias, abrigando-se em choupanas cobertas de taboas. A localidade ficou conhecida, a princípio, por "Arraial das Taboas", topônimo originado das águas que corriam das coberturas de taboas, que por ocasião das fortes chuvas caiam em grossas bicas. Uma segunda versão diz que, enquanto pousavam, os tropeiros abasteciam com água suas bicas para continuarem a viagem com suas mercadorias.
O povoado desenvolvido ao redor da estação ferroviária, no auge da produção cafeeira, era o centro exportador do produto. A criação e o comércio de gado determinaram a ocupação e progresso da região. A instalação das oficinas da então Leopoldina Railway veio fortalecer o desenvolvimento da localidade.
O Povoado que deu origem à atual cidade de Bicas surgiu no século XIX, tendo sido levada à categoria de Distrito, em 19/09/1890, incorporado, então, ao Município de Mar de Espanha. Passou o referido Distrito a integrar, nesse mesmo ano, o Município de Guarará. Bicas permaneceu como parte integrante de Guarará até 1923, quando foi emancipado.
Bicas é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 13.653 habitantes e ocupa uma área de 140,08 Km².
Atualmente, o município possui uma economia baseada no comércio, agricultura e agropecuária.
Destaque-se a pecuária leiteira, com cerca de 84% do território ocupado por pastagens, cuja produção anual gira em torno de 2 milhões de litros de leite, abastecendo o mercado local, além de boa parte ser escoada para municípios como Juiz de Fora e Rio de Janeiro. Outras atividades desenvolvidas na região são a suinocultura, a pecuária de corte e avicultura.
Na agricultura predominam os pequenos produtores, cultivam principalmente café, arroz, milho, feijão, hortaliças e frutas.
A extração mineral e a transformação de produtos minerais não-metálicos são as principais atividades do setor secundário, onde funcionam várias indústrias.
Santuário de Nossa Senhora da Água Santa - Segundo histórias narradas por imigrantes italianos, no século passado, um grupo de escravos acometidos de lepra se isolou numa gruta no alto de uma montanha, perto da fazenda do Campestre, hoje localizada no Município de Bicas. Lá, os escravos passaram a viver alimentando-se de inhame rosa e se banhando nas águas que brotavam da rocha. Dessa forma conseguiram a cura da terrível enfermidade. A tradição peregrina transformou a gruta no Santuário de Nossa Senhora da Água Santa, onde curas foram e têm sido relatadas por várias gerações, atribuindo-se os milagres à água. Na Água Santa, fé e natureza caminham juntas. A estrada que leva ao Santuário está sempre conservada pela prefeitura e o acesso de veículos se faz de forma tranquila, porém, muitas pessoas adotam a caminhada ecológica, curtindo assim a bela paisagem.
Todos que conhecem o Santuário atestam que é no silêncio da montanha e na beleza do ícone da Senhora das Graças que se encontra a verdadeira paz. A principal comemoração acontece sempre no último domingo do mês de agosto: a festa de Nossa Senhora das Graças da Água Santa.
Juiz de Fora
As origens de Juiz de Fora remontam a época do Ciclo do Ouro, portanto confundem-se com a história de Minas Gerais. Devido à dificuldade de acesso à região do atual município, o lugar permaneceu praticamente intocado até o século XIX. A Zona da Mata, então habitada apenas pelos índios puris e coroados, foi desbravada com a abertura do Caminho Novo, estrada construída em 1707 para o transporte do ouro da região de Vila Rica (Ouro Preto) até o porto do Rio de Janeiro. Diversos povoados surgiram às margens do Caminho Novo estimulados pelo movimento das tropas que ali transitavam, entre eles, o arraial de Santo Antônio do Paraibuna povoado por volta de 1713.
Uma personalidade de grande importância no município foi o engenheiro alemão Heinrich Wilhelm Ferdinand Halfeld (Henrique Guilherme Fernando Halfeld), que empresta seu nome a uma das principais ruas do comércio local e ao parque situado no centro da cidade, no cruzamento da mesma rua Halfeld e a Avenida Barão do Rio Branco, entre o prédio da Prefeitura , a Câmara dos Vereadores e o Fórum da Comarca. Halfeld, após realizar uma série de obras a serviço do Estado Imperial Brasileiro, acaba por fixar residência na cidade, envolve-se na vida política, constrói a Estrada do Paraibuna e promove diversas atividades no município, sendo considerado um de seus fundadores. 
A cidade de Juiz de Fora foi emancipada de Barbacena na década de 1850. A versão mais conhecida de sua etimologia é que o nome seja uma referência a um juiz de fora, magistrado nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar onde não havia juiz de direito, que hospedou-se por pouco tempo em uma fazenda da região, passando esta a ser conhecida como a Sesmaria do Juiz de Fora. Hoje é formada pela cidade de Juiz de Fora além dos distritos de Rosário de Minas, Torreões e Sarandira, subdivididos ainda em 111 bairros. Passou a ser conhecida como "Manchester Mineira" à época em que seu pioneirismo na industrialização a fez o município mais importante do estado. Com a grande crise econômica de 1929, a economia dos municípios mineiros ligados à cafeicultura sofreu grande abalo e Juiz de Fora só conheceu novo período de desenvolvimento a partir da década de 1960. Sua área de influência estende-se por toda a Zona da Mata, uma pequena parte do Sul de Minas e também do Centro Fluminense.
Mirante São Bernardo
Localizado na margem esquerda do Rio Paraibuna, no Bairro São Bernardo, com visão panorâmica da cidade.
Localizado na margem esquerda do Rio Paraibuna, no Bairro São Bernardo, com visão panorâmica da cidade.
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| Mirante em 1988 |

Lima Duarte
É um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais. Caprichosamente encravada entre as mais belas montanhas das Minas Gerais.
Lima Duarte está a 1.019 quilômetros (12:00 horas) da capital federal do Brasil. A cidade está à 294 quilômetros (04:00 horas) da capital das Minas Gerais. O município se encontra a 350 quilômetros (04:30 horas) de Divinópolis. A cidade realmente é a cidade do ar puro.
Lima Duarte está em um vale e acompanha todo o desfiladeiro entre as mais belas montanhas. É como um rio de concreto que vai serpenteando todo o vale.
A paisagem no entorno da cidade é belíssima. São montanhas e mais montanhas para qualquer direção que se olhe. Uma cidade alegre, acolhedora e de gente bonita.
Lima Duarte está em um vale e acompanha todo o desfiladeiro entre as mais belas montanhas. É como um rio de concreto que vai serpenteando todo o vale.
A paisagem no entorno da cidade é belíssima. São montanhas e mais montanhas para qualquer direção que se olhe. Uma cidade alegre, acolhedora e de gente bonita.

Na área da cultura e lazer, destaca-se na realização de diversos eventos anuais, como o Carnaval de Lima Duarte, em fevereiro ou março, ou a Exposição Agropecuária, realizada em setembro ou outubro. Possui ainda alguns atrativos turísticos de valor cultural ou histórico, como a Igreja Nossa Senhora do Rosário ou o Calçamento de Paralelepípedos da Praça Juscelino Kubitschek. No município situa-se também o Parque Estadual do Ibitipoca, conhecido por suas montanhas, cachoeiras e trilhas para caminhada, além de vistas panorâmicas dos vários morros que compõem a paisagem do lugar.






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