Pensei muito antes de fazer esta postagem, estava em dúvida que devia ou não. Afinal este é um blog que fala sobre viagem, mais especificamente, sobre as nossas viagens. O que logicamente nos remete a momentos de pura alegria, satisfação e o prazer que é ou que deveria ser viajar. Mas, nem sempre tudo sai lindo e maravilhoso, perfeito como sonhamos e desejamos antes de sair de casa. Assim, nesta postagem vou relatar um momento muito triste de nossa viagem a Manaus.
Em Manaus não foi diferente. Tomamos um táxi de onde estávamos hospedados, no Hotel Mercure em Adrianópolis até o Bosque da Ciência e demos com a cara na porta. Fechado! Então, pedimos ao taxista para nos levar para a próxima atração da lista: o Parque Municipal do Mindu. E sinceramente! Antes estivesse fechado, pois este foi o dia muito tenso e triste na minha vida!
O Parque Municipal do Mindu é uma das quatro Unidades de Conservação, vitrine das espécies de flora, fauna e outros elementos do ecossistema amazônico. Com 33 hectares de biodiversidade no coração de Manaus e a 15 minutos do centro da cidade.
O Parque do Mindu foi criado a partir de um movimento popular em 1989, dos moradores do Conjunto Castelo Branco e adjacências, no bairro Parque Dez de Novembro, como forma de proteger o habitat do Sauim-de-Manaus, primata que hoje é o mascote da cidade. Dentre os atrativos do Mindu, estão a biblioteca, com acervo de 2.000 livros e as trilhas.
Um Parque cujo objetivo é promover e desenvolver atividades ambientais e culturais com a finalidade de propiciar momentos de integração comunitária, permitindo despertar os moradores do entorno e os visitantes para questões sócio-ambientais e culturais no que diz respeito à valorização do mesmo.
No terceiro domingo de cada mês é realizado o Projeto "Domingo no Mindu", com a finalidade de levar entretenimento cultural e educação ambiental à comunidade em geral.
No entanto, não foi nada disto que vimos por lá. Já no portão de entrada ficamos perdidos sem saber se realmente o parque estava aberto, se poderíamos entrar, se havia um folder com orientação de como caminhar, se havia alguém orientando nas trilhas. Um senhor sentado numa cadeira dentro da guarita, mau respondeu ao nosso bom dia e à pergunta se estava aberto à visitação. Então, fomos caminhando sem rumo, nos orientando pelo que vimos…
A medida que cada vez mais caminhávamos pelo parque, a decepção só ia aumentando…orquidário fechado…
Muitas trilhas sem sinalização…Então, desistimos definitivamente de continuar a nossa visita, resolvidos a ir embora, voltando em direção ao portão de saída, o que vejo: Esta preguiça! 
Poderia ter sido só mais um dos muitos animais que devem viver por ali, afinal estávamos na Amazônia! Mas não foi. Percebi que ela caminhava com dificuldade, estava magra, e na verdade não deveria estar ali no chão. Preguiças normalmente se alimentam de folhas das árvores, ela estava tentando comer um pé de planta rasteiro. Foi que percebi que estava com uma das patas machucadas. Comentei com algumas pessoas que passavam e disseram que deveria ter sido um cachorro, muitas pessoas viam “caçar no local”, outras passear com seus cachorros, sendo que estas duas práticas são ilegal no parque.Então, questionei: onde fica o Administrador do parque? A resposta foi: hoje não deve ter ninguém aqui! Alguém disse que avisaria na portaria. Pensei com meus botões: para aquele senhor que está lá?! Ele não vai dar a mínima! Depois de algum tempo apareceu um rapaz que disse ser de um outro órgão, que ele não podia fazer nada, que antes qualquer pessoa poderia socorrer um animal, mas que agora só uma pessoa credenciada pode sair com um animal sob pena de infração. Respondi indignada: Carnaval ou não, alguma coisa teria que ser feita! Aquele animal não poderia ficar assim até o dia seguinte esperando por um tratamento. Ele disse que aquilo parecia ter sido alguém que tentou capturá-la. Como as suas garras são muito fortes, as pessoas tentam arrancá-las para poder tê-la como animal de estimação.
Aí então que fiquei mais indignada ainda. Meu Deus! Quanta crueldade!Pedi ao meu marido que fosse numa rede de televisão fazer uma denúncia, enquanto eu aguardaria ali como garantia de que nada aconteceria com ela ou ele. Percebi que a minha decisão havia dado resultado. Pois foi então, que o tal rapaz ligou para alguém que viria com um carro pegar o animal para levar para um centro de tratamento. Enquanto a pessoa não chegava, não arredei o pé dali. Passados uns 40 min, uma senhora chega com um carro e uma caixa de papelão, o rapaz consegue colocar a pobrezinha dentro da caixa.
Olha o que um turista de Londres postou no Tripadvisor,avaliou em 17 de Maio de 2013:
“Polluted park”
This park is a travesty, and the people of Manaus should be ashamed of it. They are the custodians of a beautiful and important land that is the last refuge of the sanguinus bicolor, or pied tamarin. However, they are not looking after it. The river that flows through the park ad is inhabited by turtles, caiman, vultures, many other birds and the tamarin monkey, is so badly polluted with trash, that it is impossible that animals are not injured here on the trash. I saw Air con units in the water, plastic, paper, cloth, a television, etc etc. Disgusting. The tamarin monkey is supposed to be a mascot of the city, but pretty soon it will be extinct due to humans ruining its environment. The Mindu Park should not have the gall to speak about conservation when they leave the river in this state and threaten the animals in this way. The last money they spent was on the auditorium and convention center - money that would have been better spent on cleaning up the river and fixing the park signs and walkways. Two trails were closed because the bridges used to cross some waterways on the trails were rotted away. It is disturbing that the surrounding residents have so little education and care for their own environment that they decide to pollute the park that they paid for in the first place...The rest of us should be angry that the so-called custodians of this corner of our planet are destroying our chance of ever enjoying it again. Once these monkeys are gone, that is it. Gone for good.
Aquele incidente havia tirado toda a nossa animação. Não queríamos visitar mais nada...
Infelizmente a vida segue, teria que seguir… mesmo sem apetite teríamos que almoçar. Chegamos ali por volta das 10:30 h e já passava de 14:00 h. Dali tomamos um táxi e fomos para o Shopping Manauara.
Por ironia acabamos almoçando na Cacharia do Dedé & Empório, mas não bebemos para esquecer…
Embora aqueles momentos de tensão e aquelas cenas não tenham saído da minha cabeça durante todo o resto do dia, da noite, no dia seguinte… Para que esta postagem não acabe tão deprê… vou colocar as fotos do empório, que conta com o diferencial de possuir uma extensa variedade de produtos exclusivos e das melhores marcas nacionais e internacionais(cerveja, cachaça e outras bebidas).
A cachaçaria é um misto de delicatessen, bistrô, bar e restaurante. O ambiente é bastante agradável e a carta de bebidas é bastante variada e completa. Os pratos que experimentamos agradou muito. O atendimento é muito bom, o preço um pouco alto, porém justo.
Na postagem seguinte ao falar como foi a nossa visita a Belém, capital do Pará. Até lá!





